Foco E A Produtividade Pessoal

Como manter o foco e a produtividade pessoal

 No século XX, Frederick Taylor, ao criar os princípios da administração científica, contribuiu para o aumento da produtividade no trabalho e deu início à era da produção em massa, gerando riquezas sem precedentes na história da humanidade. Desde então, o tema é recorrente dentro das organizações e tudo indica que ainda falaremos sobre produtividade durante muitos anos, já que ela continua a impactar os resultados da maior parte dos negócios.

O problema é que a falta de concentração e a conectividade permanente dos trabalhadores passaram a ser grandes vilões na busca da produtividade pessoal. Duvida? Pare para pensar quantas vezes você checou o celular ou o e-mail na última hora. As pessoas, de maneira geral, estão mais dispersas.

Profissionais que trabalham em atividades que exigem alta concentração precisam desenvolver a atenção seletiva. Ou seja, a capacidade de definir um alvo e ignorar todos os demais estímulos, como checar as redes sociais, verificar a caixa de e-mails, acompanhar os acontecimentos no ambiente de trabalho ou mesmo deixar-se afetar por questões da vida pessoal – já que a atenção sofre impacto direto das emoções.

Isso não é fácil, mas necessário. Imagine um cirurgião cardiovascular perdendo o foco no meio de uma cirurgia de risco, ou um profissional se distraindo diante de uma análise financeira que pode levar a empresa a um grande prejuízo.

Você pode estar pensando: “Simples, é só prestar mais atenção e o problema estará resolvido”. Seria muito fácil se todas as distrações estivessem restritas apenas às pessoas ou acontecimentos ao nosso redor, mas a maior causa tem origem na nossa própria mente. É uma luta interna que muitos profissionais estão perdendo devido à atenção difusa.

O psicólogo e escritor Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, afirma que estamos sofrendo de um empobrecimento da atenção e que pagaremos um preço caro por isso. Para ele, o autocontrole é o principal caminho para superarmos esse déficit, já que nos possibilita resistir às distrações e conquistar mais equilíbrio emocional.

Se você se identificou com algum desses sintomas e sente a necessidade de desenvolver o autocontrole, comece reconhecendo os seus limites. Procure perceber em quais momentos costuma perder o foco e encontre caminhos alternativos para evitar esses impulsos.

Além disso, permita-se ser recompensado ao manter o foco. Todas as vezes que conseguir evitar determinadas distrações e concluir um trabalho, mesmo diante de uma situação tentadora, premie-se com algo que gosta de fazer. A sensação de conquista lhe dará forças para os próximos desafios.

Mas não espere ter domínio total e imediato das suas emoções. Este é um processo de mudança que exige disciplina. É necessário exercitar o autocontrole todos os dias, iniciando por aquelas situações de pouco risco.

Talvez seja impossível e até pouco saudável estar focado 100% do tempo, pois nosso cérebro precisa de pausas para se restaurar. Como ninguém é de ferro, você não tem que ficar enclausurado na execução de uma tarefa durante o dia todo para ser produtivo, mas quando se dispuser a trabalhar em algo que exige total atenção, não deixe sua mente divagar.

As distrações existem e continuarão existindo para todos nós, mas a forma como cada profissional lida com elas irá diferenciá-lo dos demais.


Fonte: Bonde

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