Cultura Organizacional

Você dá a devida importância ao assunto “Cultura Organizacional”?

Cultura, na origem da palavra, vem do latim, de culturae, que se formou do também termo latino colere, que significa “cultivar”. Inicialmente o termo foi utilizado como referência ao cultivo das plantas, das atividades agrícolas. Posteriormente, a expressão passou a ser utilizada para designar o cultivo da mente, do conhecimento, e também sobre a forma como o ser humano age para transformar a natureza, o ambiente onde vive, para sobrevivência e satisfação das suas necessidades, anseios e desejos.

Aplicada hoje ao mundo empresarial, através do termo “cultura organizacional”, compreende basicamente o conjunto de conhecimentos, crenças, valores, princípios compartilhados pelos membros de uma empresa, a maneira de pensar que predomina em uma organização.

Em Inglês, essa maneira de pensar é denominada como “mindset”, que significa mentalidade, atitude mental, ou ainda, modelo mental.

mentalidade compreende uma predisposição psicológica que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possui, para determinadas formas de pensar e padrões de comportamento, de atitudes. Tendo em vista a força da mentalidade coletiva nos indivíduos, a tendência é de que as pessoas passem a agir, de forma até inconsciente, na preservação, aceitação e continuidade desses comportamentos, como sendo para eles, os melhores, mais corretos, e em muitos casos, considerados os únicos. E isso se perpetua, mesmo que seja visto por quem está de fora, como algo extremamente questionável.

Assim, a maneira individual e pessoal de sentir, pensar e agir de cada membro da organização, quando somados, formam uma cultura única, característica e peculiar daquele grupo.

Inclusive existem estudos sobre a cultura nacional, por exemplo, onde apontam que a soma das maneiras de pensar de cada cidadão, juntas formam a chamada “mente coletiva” ou “inconsciente coletivo”. A cultura de um país, de uma empresa, de uma organização, tem impacto decisivo na qualidade de vida, grau de prosperidade, sucesso e desenvolvimento, desse conjunto de pessoas que comungam das mesmas crenças, valores e princípios.

Especificamente aplicado na área empresarial, são muitos os fatores que influenciam na formação, continuidade e mudança da cultura organizacional. Destaco a seguir, os principais:

1) Âmbito externo: também chamada de “mente coletiva”, a maneira de sentir, pensar e agir, predominantes em um país, tendem a influenciar de forma relevante a cultura das empresas que atuam nesse país. Afinal, quem é a empresa? A empresa são as pessoas que nela trabalham, desde os Acionistas, Presidente, Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Gerências, Supervisões, e demais colaboradores. Todas essas pessoas, em sua grande maioria, tendem a seguir e dar continuidade à mentalidade coletiva, dentro do “padrão geral“ da sociedade onde estão inseridas.

2) Âmbito interno: é a mentalidade local, uma referência à maneira de pensar em todos os níveis da organização, mas especialmente por parte dos gestores e formadores de opinião dentro da empresa. Nesse aspecto, por mais que tenhamos que admitir a influência do padrão predominante no país, na região, enfim, é no ambiente interno que temos o poder de ação concreta, onde as mudanças e resultados são impactados diretamente pelas nossas atitudes.

Aí entram ações de conscientização sobre a importância de “aprender a desaprender”, ou seja, questionar, limpar padrões de pensamentos e atitudes, antes considerados como “verdades absolutas” dentro da organização, e que agora são pontos relevantes de melhoria e mudança. O segundo passo, consiste em preencher o espaço deixado pelos velhos padrões e paradigmas, com novos padrões de pensamentos, atitudes proativas, positivas e atualizadas.

Tudo isso deve ser realizado dentro de um plano de ação para a mudança, de forma gradual, na formação de uma nova cultura organizacional. Com o tempo, essa nova mentalidade vai passar a fazer parte do “mindset”, do programa, do novo padrão mental da organização como um todo.

Como resultado desse processo, teremos uma organização mais forte e preparada para os novos tempos. Pois grandes transformações estão em curso, e em breve terão fortes impactos em todos os ramos de negócios, em todas as áreas da atividade humana: empresarial, pessoal e profissional.

Sobre o autor: Marcelo Correa Medeiros – Mestre em Direção Estratégica, MBA em Gestão Empresarial, Administrador, Gestor de Cooperativas, Contador, Coach e Professor. Atuação há mais de 25 anos no Associativismo e Cooperativismo Financeiro, onde já exerceu as funções de Sócio Fundador, Presidente, Gerente Geral, Contador e Inspetor.

Fonte: Administradores.com

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